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Única revista portuguesa de Arte Floral & Jardins

Edição de Outubro/Novembro de 2004 - Ano VIII - Nº 46

Reportagens

Espinho - José Mota, presidente. Espinho, terra saudável e um grande jardim!

 

«Queremos que Espinho seja cada vez mais uma terra saudável e um grande jardim», afirmou José Barbosa Mota, presidente da Câmara de Espinho, à revista «Arte, Flores e Jardins», abordando o tema ambiente. Em sua opinião, a defesa do meio ambiente foi sempre uma preocupação permanente ao longo dos seus 11 anos de sucessivos mandatos.

Neste sector, segundo afirmou, «o saneamento básico foi sempre prioridade desta Câmara e temos neste momento o concelho coberto com mais de 98 por cento da sua área total».

Por sua vez, a rede de distribuição de água no concelho atingiu a cobertura dos 100 por cento.

Outro aspecto decisivo, conforme declarou José Mota, é o desenvolvimento de um urbanismo equilibrado e harmonioso: «Nós sempre travamos a construção em altura excessiva porque para nós é importante que haja sol todos os dias em todas as casas».

A limpeza da cidade é outra das grandes preocupações do presidente da autarquia de Espinho, principalmente com levantamento do lixo e a manutenção da cidade bem limpa a todo momento. Para o efeito, além de serviços camarários  eficientes, foram criadas as condições necessárias para que haja neste sector um grande envolvimento da população.

«Parto sempre do princípio, afirmou José Mota, que não são apenas as Câmaras que podem influir no melhoramento do ambiente mas também a própria população cujo grau cívico é também posto à prova. Ter a cidade limpa e conservá-la sempre limpa é um dever de todos».

Mas a defesa do meio ambiente passa ainda, segundo José Mota, pela conservação, alargamento dos jardins e criação de novos espaços por todo o concelho. «Por isso, temos aumentado a área dos jardins e plantado árvores por todo o lado a fim de se fazer um aproveitamento integral do habitat».           

 

Enterramento da linha férrea: o grande sonho!

 

Nos últimos tempos, a requalificação da cidade de Espinho, nomeadamente a Zona Central e à Beira Mar, teve uma grande evolução orientada para a criação de mais espaços pedonais e para reduzir a poluição dos tubos de escape.

Hoje, em Espinho, afirmou José Mota, «as pessoas podem caminhar  e respirar saudavelmente».

Em breve, será libertado um novo espaço de grande dimensão para o lazer dos cidadãos mediante o enterramento da linha férrea na área urbana de Espinho.

A melhoria substancial do ambiente citadino determinou a Câmara a avançar com a construção do complexo de ténis,

A nave polivalente, o Centro Multimeios, a renovação da piscina solar e atlântica,  a ex-escola da Rua 23 fazem parte de outras obras também importantes, sendo de realçar a construção em curso do Fórum Arte e Cultura no espaço anteriormente ocupado pela antiga fábrica Brandão Gomes e que ocupará um imenso quarteirão, juntamente com o museu. Obra, sem dúvida grandiosa, que, além de dar maior consistência ao ambiente citadino, irá contribuir para o seu desenvolvimento cultural.

«Iremos continuar este trabalho, garantiu José Mota, porque estamos convictos de que vamos melhorar a qualidade de vida dos nossos cidadãos. Queremos que Espinho seja cada vez mais uma terra saudável e um grande jardim!»

 

Gestão das praias: responsabilidade de quem ?

 

A Câmara de Espinho, através do seu presidente, pugna para que de uma vez por todas seja definido pelo Governo o enquadramento legislativo «que acabe com esta confusão permanente que passa por não se saber  de quem é a responsabilidade pela gestão das nossas praias, criando condições para a sua manutenção.

«Queremos que as pessoas, afirmou José Mota, possam ter nas praias a qualidade que ambicionam  e acima de tudo que saibam a quem podem apresentar as suas reclamações quando as coisas não correm bem».

Actualmente, o poder central recebe as rendas de utilização das praias e não faz, em regra, a sua manutenção. Por desconhecimento desta situação, quando existe qualquer anomalia, as pessoas tendem a imputar esta situação, disse José Mota,  às câmaras.

«Dentro das nossas possibilidades temos procurado atenuar e até colmatar os efeitos nefastos das anomalias que surgem. Penso que, enquanto se mantiver a actual legislação, por mais que autarquia se esforce, nunca poderá fazer eficientemente o trabalho que cabe aos departamentos governamentais na normalização e qualidade das nossas praias.

 

Alguns dados do Concelho

O concelho de Espinho tem uma área de quase 22 Km2 e está situado a cerca de 50 Km a norte de Aveiro em cujo distrito se integra, e a 20 Km a sul do Porto, fazendo parte da sua área metropolitana.

Espinho está rodeado dos concelhos de Vila Nova de Gaia, a norte, Santa Maria da Feira, a este,  e Ovar, a sul, sendo constituído por cinco freguesias, nomeadamente Anta, Espinho, Guetim, Paramos e Silvalde.

O concelho situa-se junto ao litoral e o turismo é um sector de grande importância para os seus habitantes. A área florestal é de escassa dimensão e localiza-se fundamentalmente nas áreas limítrofes, sendo constituída essencialmente por pinheiros bravos e eucaliptos.

A origem de Espinho ainda não tem dois séculos e deve-se aos pescadores do Furadouro (Ovar) que vinham para norte onde havia mais peixe, pernoitando em abrigos do Lugar da Praia. Assim nasceu um novo centro piscatório. Com a criação da linha férrea, em 1867, os veraneantes começaram a frequentar o novo agregado populacional que ganhou vida ao longo do tempo com a estância balnear, a zona de jogo no Casino, transformando-se num atractivo pólo de turismo. 

Entre os espaços verdes sobressai o Parque João de Deus, logo em frente à Câmara, sendo, pela sua amplitude e extensão, um refúgio à poluição dos veículos, que passam, de um lado e do outro, com acentuada circulação citadina. É actualmente um importante lugar de lazer e de contacto com a natureza.

Na rotunda da Rua 33 com a avenida 32 (as artérias de Espinho são identificadas por números),

Existe um pequeno jardim  que rodeia a estátua do escultor Manuel Dias, natural do concelho.

Com o enterramento da linha férrea, toda a área urbana vai ser libertada e os lugares de lazer com a requalificação da Beira Mar vão aumentar substancialmente. Como diz José Mota, «a terra de Espinho será cada vez mais saudável e um grande jardim!»

 

 

Empresa Carlos Ferreira - Papel relevante no mercado das flores

 

Desde 1975, Carlos Ferreira começou como empresário em nome individual e cinco anos depois constituiu a empresa Carlos Ferreira Comércio de Flores Ldª que começou por ser uma empresa de venda exclusiva de flores naturais/frescas. Em cerca de quase três décadas a empresa alcançou um papel relevante no mercado das flores.

Para o efeito, a empresa diversificou atempadamente a sua oferta para o comércio de acessórios cujo mercado, então ainda pouco desenvolvido, dava a oportunidade de um crescimento acentuado nessa importante área. Na continuidade da expansão da sua oferta, a empresa Carlos Ferreira avançou para  o comércio de flores naturais secas e, em seguida, para as flores artificiais. 

 

Arte, Flores e Jardins- Na sua qualidade de empresário qual foi o grande objectivo a atingir para se implantar no mercado?

Carlos Ferreira - Pretendi sempre que empresa crescesse de forma a sedimentar-se no mercado, conquistando um lugar importante na evolução do sector e no desenvolvimento dos profissionais ligados à arte floral.  

 

AFJ - E quais foram os caminhos para atingir esse grande objectivo que é a conquista de posição importante no mercado comercial das flores?

Carlos Ferreira - Os principais caminhos foram o alargamento da empresa por todo o país, criando filiais em lugares estratégicos, desde Faro a Guimarães, privilegiando a oferta localizada de forma a estar o mais próxima possível dos seus potenciais clientes. 

 

AFJ - Mas houve outras iniciativas que marcaram seguramente a posição do empresário na evolução do sector de comércio de flores?

Carlos Ferreira - Na verdade, participei como empresário no contexto da evolução do sector e estive sempre presente nas principais iniciativas que marcaram ao longo destes anos a história dos comerciantes de flores, desde a logística à profissionalização da arte floral e ao associativismo.

 

Formação profissional há mais de duas décadas

 

AFJ - E qual foi a comparticipação efectiva da Empresa Carlos Ferreira para a profissionalização da arte floral?           

Carlos Ferreira - Posso dizer que a formação profissional foi organizada pela empresa Carlos Ferreira há mais de duas décadas, iniciando a mesma com uma professora de arte floral, D. Maria Manta, natural de Aveiro, a quem coube a tarefa de organizar e profissionalizar algumas heróicas floristas. Surgiram, assim, os primeiros cursos de Arte Floral em Portugal, paralelamente com a Interflora, que organizava um curso anual.

 

* Leia a entrevista completa na edição 46

 

 

Paula Costa e Sónia Correia: Profissionalismo e «Puro Amor»

 

A loja chama-se «Puro Amor» e está instalada na Rua da Alegria, 422, no Porto, sendo gerida em sociedade por Paula Costa e Sónia Correia. Ambas trabalham com secos, flores naturais por encomenda e objectos decorativos de acordo com as épocas sazonais. Também surgem aos olhos dos visitantes várias peças infantis, coelhos e balões e logo à entrada uma mesa posta ao gosto das crianças, pois ali se revêem  nas suas fantasias e nos seus sonhos.

Paula Costa e Sónia Correia admitem que, na realidade. «a loja, além de floral e decorativa,  funciona com uma dinâmica nova pois dedica-se à decoração e organização de eventos e de festas, utilizando um mercado diversificado onde se inclui o mercado floral».

«Os eventos e os serviços, que prestamos, abrangem casamentos, baptizados, comunhões, arranjos de Igrejas, ramos de noiva, ramos de mão, preparação de centros de mesa para casamentos, para congressos e conferências, entre outras iniciativas junto dos nossos clientes.»

Na loja floral e decorativa, Paula e Sónia, recorrem a um trabalhos pessoal junto dos clientes que recomendam e elogiam o seu profissionalismo junto dos seus amigos que, deste modo, são também convidados a visitar a sua loja.

«Procuramos trabalhar com muito profissionalismo e “puro amor”, honrando assim o nome da nossa loja. O objectivo é estar no mercado bastante aberto e cheio de opções, com uma visão moderna das coisas e, ao mesmo tempo, de corpo e alma. Quem vem à nossa loja já não nos esquece, razão por que volta sempre».

Paula Costa tem formação em “design” e Sónia Correia fez o seu curso de arte floral no Instituto de Artes e Ciências, onde também aprendeu a organizar eventos.

Preparam-se ainda para dar continuidade à sua formação floral no Instituto de Informação, Apoio e Formação Empresarial (IAFE).

Para estas duas floristas modernas e cheias de ideias «parar é morrer» e, portanto, querem estar em plena formação permanente e actualizadas para que a sua organização floral seja verdadeiramente exemplar.       

 

Uma loja orientada para a modernidade

 

«Na nossa loja predominam muitos objectos feitos por nós – dizem Paula e Sónia – principalmente convites, prendinhas de casamento, pequenos bonecos e arranjos vistosos. Em todos estes trabalhos utilizamos imensos materiais, de preferência as nossas novidades e, portanto, menos vistos. Manifestamos, através deles a nossa criatividade de modo a explorar vertentes pouco comuns neste ramo de negócio. É, por isso, que a nossa loja de florista é diferente, pois está orientada para a modernidade.»

«As pessoas que nos visitam gostam normalmente daquilo que fazemos. Os arranjos florais também são todos da nossa concepção e resultado da formação adquirida e sem a qual não podíamos agora manifestar os nossos conhecimentos e o nosso gosto com todo o profissionalismo.»

Paula e Sónia desenvolvem um atendimento especial junto da sua clientela, diversificando a sua actividade coma organização de festas em quintas e em outros espaços de reunião social e de diversão, contribuindo com o seu trabalho floral e com as suas ideias para a animação e embelezamento do ambiente.     

Ambas comungam de um projecto mais ambicioso que é criar o seu próprio espaço na organização de eventos e de festas sem recorrer a subcontratações. A sua vontade de triunfar é tão grande que um dia poderão gerir uma grande organização no ramos floral que explore todos os mercados de expansão, criando mais emprego e riqueza social. «Amor puro», profissionalismo e bom gosto não lhes faltam para um dia atingirem este grande objectivo... 

Webdesigner: Régis Coimbra

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