Revista Arte, Flores & Jardins - Única revista portuguesa de Arte Floral & Jardins

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Única revista portuguesa de Arte Floral & Jardins

Edição de Fevereiro/Março de 2005 - Ano VIII - Nº 48

Decoração & Ramos

Como enfeitar um altar

 

Esta Igreja de intensa talha dourada é motivo de reflexão artística. Desde a base do altar, a colocação dos arranjos florais está harmoniosamente conseguida. As flores foram expostas com o objectivo de embelezar o sentimento religioso, mas sem perturbar harmonia arquitectónica do templo. Coisa nenhuma que faz parte da essência do altar ficou escondida. Pelo contrário, como é o caso da cruz, as flores contornam e dão-lhe maior realce.

Aqui temos, portanto, um exemplo típico de como se deve enfeitar um altar. As flores são simplesmente o instrumento sensível de apelar a contornos inesquecíveis do sentimento religioso em dias de festa. A beleza e a fé ficaram assim de mãos dadas. *

 

 

O culto mariano nos andores

 

Os andores com a Virgem Maria, um devotado culto mariano do nosso povo, resplandecem sumptuosamente enfeitados de flores. Aqui trazemos mais alguns andores que surgem nas festas religiosas como uma tradição de fé e de esperança, convicções que continuam a alimentar o desejo de melhores dias e, sobretudo, o remédio espiritual para muitas das aflições que consomem o nosso povo.

Os andores à Virgem Maria, que apresentamos neste número estão principalmente ornamentados com antúrios, proteias, lilíos, fetos, heliconias, girassóis e aspargus, entre outras espécies florais.

No coração de cada um de nós, mantém-se acesa esta chama religiosa à devoção de Maria, com uma individualidade regional própria das várias crenças locais, onde sobressai o culto de Nossa Senhora de Fátima, que, pela sua ressonância religiosa atravessou fronteiras e globalizou-se.

Estes andores, que publicamos este número, são fonte de inspiração para novos andores que desfilam pelas terras de Portugal.

As profissionais da ornamentação têm sempre uma palavra a dizer, como verdadeiras artistas. Elas são na realidade as profissionais que mais vida e alegria dão às festas religiosas, enfeitando Igrejas e andores com inspirado talento.

 

 

A importância do acto de criação!

 

No grande mundo da arte floral os arranjos frescos ocupam um lugar importante, na medida em que os profissionais sentem uma grande responsabilidade em manusear as flores naturais, procurando alcançar o toque mágico que dá vida e originalidade à composição. Cada arranjo floral deve ser algo que não se volta a repetir e que representa um momento especial de criatividade.

Os arranjos frescos podem ser parecidos na sua composição mas nunca são iguais. Há sempre alguma coisa que os faz divergir uns dos outros. É por isso que nestes arranjos florais que publicamos neste número está manifestado o acto de criação. Este em regra é acompanhado pelo gosto de criar, que é um privilégio emocional próprio de cada florista. Muitos profissionais quando gostam das suas composições tiram uma fotografia para as recordar. As rosas e os antúrios continuam a ser as criações florais de maior beleza.

Existem profissionais que gostam muito de trabalhar com flores maleáveis nomeadamente jarros, tulipas, antúrios, ranúnculos e outras espécies mais moldáveis.

Mas o mais importante no mundo da arte floral é criar beleza, utilizando a boa técnica e a qualidade como instrumentos indispensáveis à busca de beleza e da harmonia. As temáticas desenvolvidas devem estar de acordo com a época sazonal e com os objectivos que se propõe alcançar. Sempre que possível, indo ao encontro dos desejos dos seus clientes. *

 

 

 

Harmonia no arranjo floral

 

Eis um conjunto de arranjos florais secos que são verdadeiras obras de arte e que consagram a perfeição da harmonia. Estes secos em mãos profissionais ganharam vida, originalidade e são dignos de estarem colocados em qualquer sítio da casa ou do escritório.

Os suportes destes arranjos florais são jarras, mármores, barro e outras bases com materiais novos. Neles podemos ver rosas onde predomina o vermelho, frutos secos, antúrios e outras espécies florais que conferem uma individualidade original e ao mesmo tempo uma linguagem plástica fluente.

A beleza está na cor e na forma, bem como na ideia que o profissional cria e que lhe dá um estilo próprio de forma a cativar a atenção dos clientes. Em épocas de maior trabalho a florista pode utilizar outros motivos florais, semelhantes a estes, para criar os seus próprios arranjos.

Assim contribuímos com estes preciosos auxiliares para aumentar a sua capacidade inventiva. Nota-se nestes arranjos o toque dominante da beleza, que se espalha nos lugares em que são colocados, dando vida à própria vida e harmonia à própria harmonia, e que se sintetiza numa só palavra: FELICIDADE *

 

 

 

Ornamentações de mesas

 

As cerimónias comemorativas e as festas em geral apresentam as mesas com decorações vistosas e originais, dando um ar de festa aos ambientes onde são inseridas. Quando bem decoradas, as mesas atraem os olhares, revelando a arte e o saber floral dos profissionais que fizeram tais arranjos.

Neste número inserimos alguns arranjos de mesa de concepção muito original, acompanhando, desde a base ao topo da mesa, todo conjunto floral harmoniosamente combinado até tingir o cume bem estruturado e engalanado.

Qualquer destes arranjos encontra eco na arte das nossas floristas, motivando novas ideias e outras decorações também sugestivas. Quando entramos em qualquer lugar onde se efectue uma cerimónia comemorativa, quer privada quer pública, detectamos logo a decoração das mesas, onde a veia artística dos profissionais de arte floral é posta em evidência.

É, por isso, que continuamos a dar a devida importância às mesas decoradas num casamento, num baptizado, numa conferência ou em qualquer outra festa que justifique este género de ornamentação.

Recolhemos assim para as nossas floristas estes requintados arranjos de mesa que serão certamente do vosso agrado e vão sugerir muitas outras decorações. Na verdade, as flores são grande espectáculo ornamental nas mesas. *

 

 

Artes por: Sérgio Mourão

 

Jardins de Memórias

 

No Centro Cultural de Cascais, de 15 de Outubro a 14 de Novembro, o escultor e pintor José Rodrigues, a convite da Fundação D. Luís I, apresentou uma retrospectiva da sua obra que acentua a evolução plástica deste grande Mestre das Artes Plásticas Portuguesas, «para que possamos apreender sem dificuldade as diversas fases da sua evolução como artista», segundo acentuou António d’Orey Capucho, presidente da referida fundação.

O Grupo dos «Quatro Vintes», fundado em 1968, teve como chefe de fila José Rodrigues, Armando Alves, Ângelo de Sousa e Jorge Pinheiro, todos referenciados na história contemporânea como excelentes criativos de arte moderna.

Entre os críticos que mais se debruçaram sobre a sua obra estão Augusto França, com o despojamento matérico e o virtuosismo da execução, Fernando Pernes, insistindo na poética do silêncio e da quietude, Eugénio de Andrade, Vasco Graça Moura e Mário Cláudio, entre outras personalidades do meio literário e crítico do nosso tempo.

Neste número reproduzimos algumas esculturas em função do catálogo e antologia crítica bem como elementos biobibliográficos de José Rodrigues em «Jardins de Memória», obra referencial da actividade cultural da Fundação D. Luís I.

 

Neste conjunto de peças de José Rodrigues, além de uma seriação formal muito criativa, apresenta uma exemplar dimensão estruturante que assinala uma acção estilística apropriada ao meio ambiente que tem como pano de fundo a vegetação dos jardins. Aqui, é possível instituir a redundância estética e simultaneamente acentuar o seu carácter sistemático o que não nos surpreende, pois toda a sua obra plástica assenta numa poética em que a variedade e as relações temáticas entre si são de peculiar observação de equilíbrios e harmonias.

As estruturas da sua obra escultórica, cheias de ritmo e rigor, comprovam a existência de macro-estruturas que são utilizadas de uma forma mais livre e inspirada, embora paradoxalmente integradas numa arquitectura global profundamente pensada. *

 

 

Diamond Lightpink

 

Se no ano passado teve experiências menos positivas com a flor de corte Bouvardia, o melhor será experimentar a dupla flor “Diamond Lightpink”. Na verdade, à uns anos atrás, a Bouvardia era uma preocupação constante para a produção e comércio. Até á introdução da série flor simples, Daphne. Graças aos esforços de um produtor holandês, agora a Bouvardia de dupla flor voltou em força.

O resultado da série “Diamond” é igual á série “Daphne”, que foi melhorado consideravelmente, sobretudo, a sua conservação, tanto a flor como as folhas. O cultivo da “Diamond Lightpink” é um bom exemplo. O que nos chama mais atenção é a combinação das pétalas cor-de-rosa claro com cor-de-rosa escuro. Graças ao caule, que mede 80 centímetros, esta flor é excelente para ramos exclusivos, compactos e muito grandes.

Até ao momento, foram vendidas cerca de 350.000 unidades a um preço médio de 32 cêntimos. A Bouvardia “Lightpink” (código Vbn 22576) vai ser comercializada durante todo o ano de 2005.*

 

 

Rosa Talea

 

Durante a última HortiFair (Feira Internacional realizada na Holanda), os comerciantes da Oficina Holandesa de Flores proclamaram a Rosa Talea como sendo a melhor rosa de 2004.

Cerca de 33 por cento dos comerciantes deram o seu vota à Rosa Talea. Tratou-se de uma grande vitória, dado que estavam em competição 37 espécies candidatas ao título.

Segundo os comerciantes, a Talea é excelente para o mercado europeu. Os pontos fortes da rosa são: Um caule muito sólido, um botão de flor muito grande e bem formado que, mesmo em condições menos favoráveis, mantém as suas dimensões. Outra vantagem é a rosa abrir-se lentamente e, assim, não se estraga durante o transporte.

O tempo de conservação é também excelente: de 10 a 13 dias.

Também em termos emocionais a Rosa Talea tem muito para oferecer. A sua combinação especial de cores – creme com brilho rosa e uma margem verde – faz com que esta flor se adapte por excelência a Bodas e outros momentos românticos. Em plena floração, a rosa alcança um diâmetro de quase 10 centímetros. O caule mede por média cerca de 60 a 80 centímetros. A Rosa Talea (código Vbn 23117) é comercializada desde Abril de 2004.*

 

 * Leia mais na edição 48

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