Revista Arte, Flores & Jardins - Única revista portuguesa de Arte Floral & Jardins

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Única revista portuguesa de Arte Floral & Jardins

Edição de Dezembro de 2004/Janeiro de 2005 - Ano VIII - Nº 47

Decoração & Ramos

Braga Noivos deu o mote – Casar no Minho ainda vale a pena!

 

Porque é em Braga e Viana do Castelo que se celebram mais casamentos, a Braga Noivos, resultado da associação da Loja de Eventos e da PR Eventos, anuiu a uma feira de produtos e serviços inteiramente dedicados às uniões matrimoniais. Além deste forte argumento, condimentado com o apego às tradições da gente do Minho, sobra outro dado fundamental, advindo do último Census, pelo qual a população residente no distrito ascende a 800 mil pessoas. Acrescente-se que a cidade se insere na região Norte que por si só representa 40 por cento dos casamentos realizados em Portugal. A indústria da casa mento movimenta, em Portugal, um volume de negócios na ordem dos 500 milhões de euros

O certame, que decorreu no Parque de Exposições de Braga (PEB), teve como principal objectivo proporcionar bons negócios e apresentar excelentes e variadas soluções para os visitantes.

Mais de 90 empresas apresentaram, assim, uma série de soluções práticas e deram conhecimento das principais tendências para 2005, área do vestuário, fotografia, vídeo, «catering» e transportes, entre outras.

A escolha do Parque de Exposições de Braga deve-se ao facto de ser a principal infra-estrutura da região preparada para receber um evento desta envergadura, pondo à disposição dos expositores um espaço de 5000 m2 , onde puderam divulgar os seus produtos e atrair, deste modo, à feira milhares de visitantes, durante os dias em que esteve aberta ao público.

Em palco viram-se momentos de boa animação musical e um excelente desfile de noivas. Foi dada oportunidade aos visitantes de se poderem habilitar a uma viagem de lua-de-mel, a um vestido e a umas alianças em ouro.

A empresa do Grupo Fernando Simão disponibilizou diversas viaturas da marca Opel que foram especialmente decoradas com publicidade da Feira.

Segundo a Nomenclatura de Unidade Territorial do Ave, que abrange os concelhos de Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Santo Tirso, Trofa, Vieira do Minho, Famalicão e Vizela, 80 por cento dos casamentos foram católicos, enquanto em Minho-Lima e Cávado, esta percentagem desceu respectivamente para 70 a 74%, sendo mesmo assim um número bastante significativo.
A revista» Arte, Flores e Jardins esteve presente com um stand na Braga Noivos.

 

 

 

RETROSPECTIVA DE HELENA ABREU – A pintura da luz e da alma

 

A exposição retrospectiva de Helena Abreu, na Câmara Municipal de Matosinhos veio confirmar que estamos em presença de uma das maiores pintoras portuguesas do nosso tempo. Será difícil encontrar uma obra estética que consagre com tanta experiência e dignidade espiritual as fontes da luz e a vivência da alma.

Uma época como a nossa, plena de soluções formais e de recurso a novas técnicas, a Arte de Helena Abreu, manteve-se fiel à problemática do Ser, dentro de uma observação sem limites e proposta a engrandecer a essencialidade sacramental da natureza humana.

Numa perspectiva conjuntural, com condições óptimas de permissividade em que o artista tanto se pode colocar uma situação «maldita» como «sagrada», Helena Abreu, desde sempre, optou por esta última vertente. Sem dúvida, a posição conceptual mais difícil num mundo em que o ultraliberalismo tomou de assalto as consciências, propagando a filosofia de um consumismo desenfreado e daquilo que pode ser objecto de uma nova escravidão do próprio Ser à medida que rompeu violentamente com a dimensão substantiva do belo e do etéreo.

A obra de Helena Abreu, vocacionada para a luz e espiritualidade do Ser, cresceu assim à margem da experiência dos limites que se revela de uma maneira tão radical que depressa conquistou «os arranjos» sociais que levam à subversão e à inversão dos valores. Fortes grupos económicos fizeram de alguns «pintores malditos» verdadeiros heróis da arte conceptual, abstracta e experimental, colocando o seu irrecusável talento ao serviço dos novos-ricos.

A obra de Helena Abreu não está ao serviço da matéria e do efémero. Ela será sempre um ponto da referência da maioridade do Ser e da sua aspiração divina.

O trabalho e estudo da sua concepção plástica comunica ao observador da sua obra um estilo e um sistema em que está presente a metapintura que é também um exercício crítico de reflexão e de distância, cuja problemática existencial é imensamente rica de personagens. A estrutura patente na obra pictórica de Helena Abreu é portadora idónea de um significado transcendente do ponto de vista ontológico. Por isso, é sempre uma pintura universal e intemporal, embora profundamente contemporânea, porque traduz as angústias e aspirações mais elevadas do Ser perante a ditadura do Ter.

A obra de Helena Abreu é, sem dúvida, uma obra de luz, cujas personagens falam da sua alma para a nossa alma.

 

 

 

Artistas de Gaia – Exposição anual de sócios 2004

 

Segundo Agostinho Santos, presidente de Direcção da Cooperativa Artistas de Gaia, é «(...) “ponto de honra” a realização das exposições anuais de sócios que se transformam muitas vezes em veículos de comunicação entre o artista e a comunidade.» Dentro deste princípio, decorreu na Biblioteca Municipal de Gaia mais uma exposição anual dos Artistas de Gaia que teve a presença de sessenta e um participantes.

Entre os pintores em exposição citamos artistas de obra diversificada, alguns dos quais já bastante conhecidos e até famosos, como é caso de António Joaquim, sem dúvida, o de maior alcance nacional e internacional. Seguem-se Florentina Resende, Rosa Amaral e Ana Borg, que na imagem rodeiam aquele Mestre pintor. Seguem-se Agostinho Santos, António Alves, António M.Silva, Avelino Rocha, Balbina Mendes, Glória Gonçalves, Helena Fortunato, Isabel Mourão Alves, Joaquim Durão, Júlio Costa, Chichorro Rodrigues, Magui, Margarida António (Ridan), Maria Candeias, Maria Dulce Barata Feyo, Maria Manuela Mendes da Silva, Miguel Almeida (natural de Mirandela), Nucha, Otília Santos, Regina Afonso, Sílvia Soares, cujas obras plásticas são já do nosso conhecimento, e tantos outros artistas de mérito que nos dispensamos de citar.

Entre os escultores, salientamos os trabalhos de José António Nobre (“de sol a sol” em ferro e granito, peça de grande alcance estético e publicada na imagem, o busto de Fernando Pessoa, em ferro e barro, trabalho muito bem conseguido de Gérard Morla, e ainda a escultura “modelo” de Helena Fortunato, em bronze.

 

 * Leia mais na edição 47

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