Revista Arte, Flores & Jardins - Única revista portuguesa de Arte Floral & Jardins

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Única revista portuguesa de Arte Floral & Jardins

Edição de Dezembro de 2004/Janeiro de 2005 - Ano VIII - Nº 47

Reportagens

Cravo foi signo da Lusoflora 2004

 

Maria José Ritta, recebe um exemplar da revista Arte, Flores e Jardins

no momento da visita no nosso stand.

 

A mais importante feira do nosso país e a segunda da Península Ibérica, Lusoflora 2004, que teve lugar no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, foi visitada pela Drª Maria José Ritta, Primeira Dama, que esteve no Stand de «Arte, Flores e Jardins», onde a recebemos com a oferta de um exemplar da nossa revista.

O Cravo foi tema central desta 19ª edição da feira que põe em evidência todo o género de maquinaria, equipamentos, acessórios e serviços relacionados com a planta e a flor.

Além da exposição de Plantas Ornamentais de interior e exterior e de Plantas Florestais, o certame destaca as demonstrações de Arte Floral e o Desfile de Noivas, contemplando ainda a venda de flores.

A venda ao público foi feita na Praça das Flores, dando relevo ao Cravo, como elemento simbólico do 25 de Abril.

Albano Moreira da Silva, da Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e de Flores Naturais.

No dia 2 de Outubro, decorreu o 3ºconcurso de Arte Floral, sob o tema Flores e Tecnologia, numa iniciativa da Associação Portuguesa de Floristas. Estiveram em exposição flores da Holanda, Espanha, Bélgica e Itália, entre outros países também representados.

Decorreram ainda dois seminários de formação, no dia 1 e 2 de Outubro, no grande auditório da feira, tendo sido o cravo um temas tratados nestes seminários, sob o tema «Craveiro –uma produção presente». A edição deste ano contou com o apoio da Câmara Municipal de Santarém e, pela primeira vez, com a co-organização  do CNEMA. 

Entidades ligadas ao sector, nomeadamente Associação Portuguesa de Floristas (APF) e Direcção Geral de Agricultura da Beira Litoral, desempenharam também um papel activo neste certame.

Nesta feira, estão em franca expansão os sectores relacionados com a produção da flor de corte, de planta evasada e as árvores de fruto, resultando este facto do crescente interesse e receptividade do público por novas variantes e pelas novas técnicas de cultura, segundo referiu Albano Moreira da Silva, da Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais.

 

Sansevieria Cylindrica : a novidade!

 

Esteve em exposição, nesta feira, como novidade, a planta Sansevieria Cylindrica, produzida no Sítio Verde de Xangô, no Ceará, Brasil. que chamou atenção pela sua flexibilidade e formato. Esta foi, sem dúvida, uma das grandes novidades da Lusoflora 2004.

Trata-se de uma planta inovadora, muito importante para os arranjos florais ou outras utilizações. Esta planta é produzida por Fátima Pinheiro e está  a ser colocada em Portugal e na Holanda.

 

 

 

 

Formadora Maria José Duarte: Julgo que criei um estilo próprio!

 

"Sem dúvida, julgo que criei um estilo próprio. Mas será sempre a preferência da minha clientela a julgar-me." Maria José Duarte ensina arte floral na Cooperativa Agrícola, nos centros de formação de emprego, tendo percorrido o nosso país a dar formação. É uma demonstradora que tem trabalhado ao lado dos melhores artistas nacionais e estrangeiros. Entre estes e mais recentemente com o holandês Marc Lange a que fazemos referência na demonstração de Natal na Cultagri.

 

AFJ – Qual a escola que mais influenciou os seus arranjos?

Maria José Duarte – O meu trabalho tem um estilo próprio que, neste momento, se aproxima da arte floral holandesa. Esta influência deve-se ao facto ter feito a escola holandesa e visitar muitas vezes os principais acontecimentos de arte que decorrem nos países nórdicos. Além disto, tenho participado em concursos italianos, alemães e adquirido conhecimentos do mercado francês, mas  a pedra de toque da minha arte, que afinal é a minha grande escola, situa-se na Holanda.

AFJ – Parece-lhe que ao longo de 20 anos de experiência e conhecimento floral conseguiu criar um estilo próprio?

MJD – Sem dúvida, julgo que criei um estilo próprio, mas será sempre a preferência da minha clientela a julgar-me. Cada arranjo para mim tem de ser um acto de criatividade pessoal que é a minha marca. Só assim é que me sinto realizada, sobretudo, à medida que quero sempre mais e descubro coisas novas. No dia em que desaparecer este permanente desejo de me superar cada vez mais, julgando que já sei tudo, significa, então, que estou no fim da minha arte, porque deixei de criar.

AFJ – Então qual é a grande força anímica que a faz criar cada vez mais? 

MJD – A procura de novas ideias faz parte da minha natureza e deve-se em grande parte à minha enorme insatisfação. É esta a minha grande força anímica que transmito constantemente a todos os que lidam comigo. A equipa de floristas que trabalha nas minhas lojas já formou o campeão do ano passado, Rui Rodrigues, e este ano foi eleita campeã Liliana, de 23 anos, ajudada pela Mónica, de 18 anos. que foi eleita campeã.  

Tenho nas minhas duas lojas da Maia uma clientela muito seleccionada e que dá preferência ao meu trabalho porque reconhece que estou sempre actualizada e disponho de uma boa equipa de colaboradores.

AFJ Que pensa sobre o futuro da arte floral no nosso país?

MJD – Não sou futurista. Mas creio que o futuro da arte floral passará também necessariamente pelos muitos jovens que ensino e por muitas daquelas aspirantes a floristas que fazem a sua aprendizagem profissional nas lojas da Maia, como alunas e estagiárias. 

 

 

 

Voz da Florista: Carla Elisanda Rocha - "Faço muitos “raminhos” de lembrança..."

 

Em Ferreiros, Braga, abriu recentemente a loja “Decoflor” da florista Carla Elisanda Costa Rocha que, deste modo, depois de se ter iniciado noutras áreas profissionais, decidiu dar satisfação a um anseio de infância que era ser florista. Actualmente faz na sua loja muitos «raminhos» de lembrança.

 

AFJ – Como nasceu a ideia de montar uma loja de Flores?

Carla Elisanda – Quando era pequenita gostava muito de mexer nas flores e elaborar alguns arranjos. No entanto, fui, mais tarde, trabalhar numa loja de grande extensão, mas não era este género de trabalho que queria. Fiz, então, um curso para jovens empresários de negócios tradicionais. Foi aqui que nasceu a ideia de montar uma loja de flores.

 

AFJ – E como pôs em prática esta iniciativa?

CE – Para montar esta loja fiz um plano de negócios a fim de saber qual o investimento necessário e a que género de clientela iria oferecer os meus serviços. Em seguida, frequentei um curso de formação em arte floral no Instituto das Artes e Ciências, versando flores naturais frescas, conseguindo o diploma para o exercício da profissão. E aqui estou a desempenhar a minha nova actividade, procurando dar sempre o melhor que sei no interesse dos meus clientes.

 

AFJ – Neste momento qual o género de trabalho que mais faz na sua loja?     

CE – Trabalho essencialmente pequenos arranjos florais secos com alguns adornos que eu própria crio, utilizando búzios, sisal, e faço pequenas lembranças que atraem a clientela, em especial, muitos raminhos de lembrança que servem para os clientes oferecerem às pessoas das suas relações e ciclo de amizades. Arranjo ainda secos que são colocados em jarras e em peças decorativas.

Em regra, prefiro fazer coisas bonitas que o cliente goste e seja económico, porque os grandes arranjos são feitos por encomenda dos clientes mais abastados. Não há meio-termo neste negócio. Ou se apresenta um produto comercial para a maioria da clientela ou executa-se a encomenda de maior porte, solicitada, em casos pontuais, por quem pode pagar e não discute o preço. Também vendo algumas plantas que embalo para o cliente oferecer ou colocar em casa num canto mais agradável. As plantas são sempre uma boa companhia.

  

AFJ – E gosta da profissão que exerce?

CE – Estou muito bem no exercício desta profissão e para a qual sempre me senti vocacionada. Gostava de ter muitos clientes para trabalhar mais, mas na realidade reconheço que abri há muito pouco tempo e é cedo para ser conhecida nesta área onde tenho a loja. Mas estou muito satisfeita, porque cliente que é atendido por mim, volta quase sempre.

 

AFJ – Como é que inova a oferta da sua loja?   

CE – Posso-lhe dizer que não estou profissionalmente parada. Gosto muito de aprender novas técnicas, de pesquisar as novas tendências e de permanentemente me actualizar.

Creio que, desta forma, tenho sempre a minha oferta inovada. Do ponto de vista técnico, estou a preparar-me para evoluir nos arranjos de quibane, porque atrai-me a sua sensibilidade, delicadeza e simplicidade formal. Gosto muito da «Arte, Flores e Jardins», porque é uma revista formativa que muito me ajuda a evoluir e a pôr em prática novas ideias.

 

 

 

FERNANDO E ASCENSÃO GONÇALVES DA ALFLORA:

"Servir bem os nossos clientes!"

 

A nossa secção «Empresários» orgulha-se de apresentar um casal que tem construído paulatinamente, ao longo de um decénio, uma empresa sólida, a Alflora, organização empresarial de comércio de flores e de decoração, ao serviço de uma dedicada clientela de profissionais. Referimo-nos ao casal Fernando e Ascensão Gonçalves, as almas conjuntas desta exemplar iniciativa empresarial.*

 

AFJ – Quais os grandes objectivos da Alflora?

Fernando e Ascensão Gonçalves – Nesta empresa, desde início, houve sempre uma grande preocupação servir bem os nossos clientes. Eles são a nossa razão de estar no mercado e, ao mesmo tempo, motivo por que oferecemos as grandes novidades que surgem no mercado das flores e de todos os materiais de decoração e de embalagem, tendo sempre em conta a sua utilidade e qualidade.

AFJ – Mas além dessa grande preocupação, que outros cuidados vos motivam a estar atentos ao mercado em que a vossa empresa se insere?

F&AG Do nosso ponto de vista, é importante que o mercado funcione com inteira transparência, que cumpra as regras de lealdade concorrencial, assumindo pontualmente os seus compromissos com o Estado, com os fornecedores e com os profissionais do sector comercial, para que o mercado esteja sempre em equilíbrio. Se, numa análise conjuntural, todos os agentes económicos cumprirem os seus deveres e exigirem os seus direitos, seguramente o mercado concorrencial funciona sempre bem. É, por isso, importante que todos os agentes se situem nestes parâmetros de total transparência para que todos possam criar riqueza sem detestáveis aventuras.

AFJ – E quanto aos vossos produtos? Como é que se situam no mercado?

F&AG Em relação às nossas ofertas, procuramos sempre colocar junto dos profissionais uma grande variedade de produtos inovados e do melhor que há no mercado, sendo muito importante levá-los ao seu conhecimento em quadras de grande significado, como é o caso desta época de Natal, onde temos à disposição muitas novidades.

AFJ – E como apresenta a Alflora as suas ofertas na quadra de Natal?

F&AG A nossa oferta, neste momento, privilegia as decorações e iluminações de Natal que se apresentam nos nossos expositores em toda sua beleza e funcionalidade, facilitando aos clientes a sua procura, quando estes querem produtos para pôr nas montras das suas lojas. Para o efeito, criamos verdadeiras simulações de montras de lojas, dando assim melhores possibilidades de escolha, principalmente às lojas de decorações e às lojas de floristas.

 

* Leia a entrevista completa na edição 47

Webdesigner: Régis Coimbra

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