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Única revista portuguesa de Arte Floral & Jardins

Edição de Agosto/Setembro de 2007 - Ano XI - Nº 63

Jardins

Sou feliz!

 

Virgínia Ribeiro de Oliveira abriu loja há quatro meses no Centro Comercial Infante D. Henrique, em Vilar do Paraíso. Embora seja muito cedo para fazer um balanço da sua nova actividade, é peremptória em afirmar que se sente realizada e feliz.

 

“O amor que dedico à arte floral é reconhecido pelas pessoas. Gostam do trabalho que faço e acabo por vender todos os meus trabalhos. É este facto que me faz feliz e encarar esta nova profissão com grande entusiasmo”, confessou-nos a proprietária da loja Ginaflor.

 

Mas, como é obvio, o sucesso não aparece por acaso, e Virgínia Oliveira tem razões de sobra para enfrentar a profissão com optimismo. Para além de gostar muito daquilo que faz, condição essencial para vencer em qualquer arte, esta florista possui uma formação acima da média neste sector: Curso de Iniciação na Arte Floral, tirado na CAF, curso de Flor Fresca e Seca, da escola Práticos Saberes, um curso de Embalagens, do prof. Máximo, e ainda o curso Técnicas de Base, da formadora Marri.

 

Para além disso, Virgínia Oliveira tem acompanhado de forma regular as acções de formação. A nova florista espera que a profissão lhe  traga o mesmo êxito que a anterior (contabilista), tanto mais que sempre teve um enorme gosto pelas flores e tudo o que é arte. Pela nossa parte, fazemos votos de que tal desejo se concretize.

 

Para todas as floristas, e em particular para quem começa a profissão, fica aqui mais um exemplo de força de vontade para seguir os caminhos da arte floral, não esquecendo, porém, que a base do sucesso está no gosto pelo que se faz e na formação, cada vez mais imprescindível.*


 

Zygopetalum - Ficha de Cultivo

 

Nome Comum – Zygopetalum

Nome Cientifico – Zygopetalum

 

Origem – Zonas Tropicais da América do Sul, principalmente nas montanhas elevadas dos Andes e junto à Costa do Atlântico.

 

Caracterização – São usualmente terrestres embora existam variedades epifitas, produzem vários pseudobolbos a partir de um rizoma, a flor é pode ter diferentes cores sendo muito apreciados os hibridos de coloração azul (Zygopetalum Louisendorf), são considerados bons para “principiantes” visto serem faceis de cultivar.

 

Luz – Gostam de localizações relativamente sombrias, onde possam apanhar luz velada.

 

Temperatura – A temperatura ideal varia entre os 12 ºC e os 25ºC, mas muitos dos hibridos comercializados podem ser cultivados “como os Cymbidium” no exterior desde que protegidos de geadas, pois acabam por adaptar-se a temperaturas inferiores.

 

Rega – A rega deve ser abundante e o substrato drenar bem, devendo ter-se o cuidado de nunca regar ao final do dia pois as folhas molhadas facilitam a entrada de fungos.

 

Humidade – Cerca de 50% a 70%,  que podem ser atingidos por borrifar ou cultivando sobre leca. São muito sensiveis á secura ambiental sendo tipico, produzirem folhas enrugadas, com o aspecto de harmonias, quando a humidade ambiental é baixa.

 

Adubação – Devem ser adubadas quinzenalmente durante toda a época de crescimento com um adubo completo para orquideas, deveremos tal como nas restantes orquideas fazer uma distinção com dois adubos diferentes um para o periodo de crescimento, e outro para a floração

 

Transplante – Devem ser transplantadas de 2 em 2 anos após a floração idealmente durante a Primavera ou no outono, deveremos protegê-la do calor forte após transplante,utilizaremos um substrato com boa drenagem, podendo ser uma parte de casca de sobreiro, uma de casca de pinheiro e uma de turfa fibrosa (ou musgo de esfagno ou fibra de coco).

 

Floração – Encontramos hibridos em floração praticamente ao longo de todo o ano.

 

 

* Leia a matéria completa na edição 63

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