Revista Arte, Flores & Jardins - Única revista portuguesa de Arte Floral & Jardins

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Única revista portuguesa de Arte Floral & Jardins

Edição de Agosto/Setembro de 2004 - Ano VII - Nº 45

Decoração & Ramos

A ilusão da realidade floral...

 

O trabalho das floristas com arranjos secos é mais assíduo e ocupa grande parte do seu tempo, pois,  com o desenvolvimento desta técnica de imitação floral e com a aplicação de materiais novos,  consegue-se criar a ilusão de uma realidade floral que é tanto mais bela quanto maior for o seu engenho, saber e arte. Os secos são, assim, um material de ficção que embeleza  a montra da loja e dá também  vida ao mundo das flores.

É óbvio que existe uma preferência pelas flores frescas e palas plantas naturais, mas os cuidados que estas exigem para durarem mais tempo nem sempre está á mão de quem tem muitas tarefas profissionais. Os secos estão, deste  modo, a ocupar um espaço cada vez maior no gosto das pessoas, usufruindo a vantagem de durarem mais. Aqui, apresentamos um conjunto de imagens em que os secos sempre “frescos” parecem também ter vida própria.

 

 

Jarras de flores: espelhos de paz e amor

 

Todos estes arranjos decorativos têm como suporte jarras de vários feitios e cores a condizer com o lugar onde são colocadas. Pode ser numa mesa, no chão e até no quarto de banho. Colocam-se, então, as flores em função do próprio ambiente. A decoração está plenamente conseguida quando se alcança a harmonia das cores, não importando o valor ou o material de que é feito a jarra. O mais importante é encontrar a ligação perfeita entreas flores, a jarra e o local em que se inserem. A dose de criatividade que vamos descobrir nestas imagens é suficientemente vibrante para alegrar a alma das pessoas e dar-nos a sensação de que as jarras de flores são espelhos de paz e de amor.

 

 

O «Planetarismo» de Margarida António: Em busca de um mundo melhor!

 

A pintora Margarida António revelou-se sempre uma teórica da arte, sendo uma fiel propulsora da quadrícula, que é representada  pela própria forma da mão. Desde que acompanhamos a evolução do seu trabalho, verificamos que a sua arte, como ciência e como técnica, tem necessidade de um postulado metodológico que ultrapassa a esfera cultural em que se move. Um postulado que se revela sempre em função de uma exigência sensível que consagra os fulgores do conhecimento e o objectivo humanista  de procurar explicar o conteúdo filosófico da sua própria criação.

Margarida António é, deste modo, uma pintora que está em permanente inovação temática e em busca das dimensões do homem perante o planeta em que vive. O seu planetarismo está assim vinculado, como corrente artística, à solidariedade social, ao respeito pela natureza , aos valores da vida e dos direitos humanos. Como sinónimo de partilha, o planetarismo «é arco-íris em flor de Margarida , fruto do amor universal». A paz, o amor ao próximo são como um mandamento para se criar um mundo melhor.

 

 

Isabel Ribas na Daniel Constant 

 

Quem expôs com êxito na galeria de arte Daniel Constant, em Vila Nova de Gaia, dirigida por Helena Ludovico, foi a pintora Isabel Maria Ribas, natural de Amarante e cujo percurso artístico se divide pelo figurativo, abstracto e retábulos, utilizando a aguarela, o óleo, o acrílico sobre tela e as técnicas mistas. Recorre ainda à cerâmica, ao azulejo e ao desenho. Em todas estas modalidades, Isabel Ribas revela o seu talento, baseando-se na informação semântica de arte, cheia de dinâmica, quietude, e reflexão, conforme os temas tratados. O conteúdo pictórico, em regra, estabelece na sua paleta  a relação entre o homem, como modelo de conhecimento, de acção e de interioridade, mas também significativo de fabulosas evocações, onde a pintora põe toda a sua alma em qualquer dos domínios de expressão que configura.

 

 

Ciclo rural de cultura. Pintores expõem em Sarinhães

 

Antes de Vila do Conde, pela IC1, faz-se a saída para Santo Tirso, zona industrial, e segue-se pela  Igreja de Fajozes até chegar ao Pelourinho, onde se vira à esquerda, passa-se o Ringue Desportivo, e um pouco mais adiante, surge-lhe à direita a Rua de Sarinhães. É aqui, numa maravilhosa casa do século XVIII, que teve lugar o Ciclo Rural de Cultura, por iniciativa do seu proprietário, Dr. Manuel Campos.        

O ciclo iniciou-se com uma exposição de pintura no passado dia 16 de Julho, para a qual foram convidados os pintores Ana Borg, José Pedrosa e ainda Góia Pino.

O lugar é aprazível e a sala tem boas condições para receber os pintores e convidados que, em tempo de verão, dispõem de um excelente jardim e de uma piscina. Um ambiente rural com o conforto da modernidade é sempre um local aprazível para divulgar cultura.

Foi o que sucedeu. Imensas pessoas deslocaram-se a Sardinhães, onde a arte esteve presente. Além dos pintores Ana Borg e José Pedroso, foi agradável surpresa os trabalhos de Góia Pino, um jovem artista local que já maneja os pincéis com o talento necessário para se impor no mundo da arte. Estiveram presentes entre outros artistas, mestre Isabelino, que logo chamou a atenção por manter uma encantadora vivacidade, mostrando ser um verdadeiro jovem da terceira idade. O seu talento, como grande mestre da pintura primitiva ou ingénua, continua a ser muito apreciado, dispondo de galeria própria na Rua Pinto Bessa, onde reside.

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